‘Erro dizer que homem descende do macaco’, diz biólogo sobre Teoria da Evolução no ‘Dia de Darwin’.

Há 210 anos, nascia Charles Darwin, considerado o pai da Teoria da Evolução e autor do famoso livro “A Origem das Espécies”, publicado em 1859. Nesta terça-feira, 12 de fevereiro, é comemorado em quase todo o mundo o #darwinday, “Dia de Darwin”, onde fãs sobem todos os anos a hashtag nas redes sociais em homenagem ao aniversário do naturalista britânico nascido em 1809.

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Charles Darwin nasceu há 210 anos e fundou a biologia moderna — Foto: J. Cameron/Wikimedia Commons.

O naturalista inglês é conhecido também por antever os mecanismos genéticos e por fundar a biologia moderna. “Darwin foi um dos pioneiros a estudar e falar sobre a Evolução. Criou a Teoria da Seleção Natural. Porém, na época, não pode precisar como as características eram passadas para as gerações futuras. Com esta Teoria e os estudos de Gregor Mendel [biólogo botânico austríaco, falecido em 1884], a Genética começa a entender esta passagem de características”, explica o professor.

Na época, desacreditada por muitos, por causa do conceito da evolução através do Criacionismo, a Teoria de Darwin renasceu com a descoberta da estrutura do DNA, a parte principal de cada célula, presente em todos os organismos vivos e que é responsável pela transmissão de informações de uma geração a outra.

Com a célebre frase “não são as espécies mais fortes que sobrevivem, nem as mais inteligentes, e sim as mais suscetíveis a mudanças”, Darwin mudou para sempre o pensamento científico. Segundo Charles Darwin, os organismos mais bem adaptados ao meio têm maiores chances de sobrevivência do que os menos adaptados, deixando um número maior de descendentes. Os organismos mais bem adaptados são, portanto, selecionados para aquele ambiente.

O homem veio do macaco?

O ser humano não “veio do macaco”. Esse é um equívoco que se criou em torno de uma ideia que não era de Darwin. Na verdade, o que ele disse é que havia indícios de que homens e macacos tinham um ancestral comum que evoluiu com o tempo e se desdobrou em vários ramos diferentes.

A Teoria da Evolução mostra como as espécies se desenvolvem. A base da Teoria, que é a seleção natural das espécies, explica como estruturas simples se tornaram seres complexos ao longo de milhões de anos, enfrentando os desafios da sobrevivência.

“Há uma descendência evolutiva das espécies. O Darwinismo, que é a seleção natural, e o neodarwinismo, que explicou, acompanhado da seleção natural, a recombinação genética, está graças aos estudos da genética, explicando o que Darwin não conseguiu explicar na época a respeito das alterações que as espécies sofriam e eram transmitidas as gerações seguintes”, esclarece o professor Leonardo de Almeida.

De acordo com a Teoria de Darwin, o homem e o macaco fazem parte da classe dos mamíferos e descenderam de um ancestral comum. Ao longo da evolução, homem e macaco foram sofrendo alterações e se adaptando às modificações ambientais.

É um erro dizer que o homem descende do macaco. Darwin nunca disse ou escreveu tal coisa. O ser humano e os macacos, segundo a Teoria da Evolução, é que o homem e os primatas descendem de um ancestral comum, que não era homem e nem macaco, explica professor.

“É um erro dizer que o homem descende do macaco. Darwin nunca disse ou escreveu tal coisa. A Teoria da Evolução explica que homem e macacos descendem de um ancestral comum. Este ancestral não foi nem homem nem macaco. Este ancestral durante o processo evolutivo dividiu se em ramos, um para o gênero em que se encontram os macacos e outro para o gênero Homo. O gênero Homo, continuou a se evoluir e ainda se evolui”, reafirma.

“As famosas mutações, que podem ser qualitativas ou quantitativas e podem ocorrer ao acaso ou, por exemplo, por influência de energia nuclear, em ambos os casos, afetam o arranjo dos genes nos cromossomos”, explica o profissional.

Entenda a Teoria da Evolução segundo a Bíblia

Atualmente, muitos pastores e teólogos procuram frizar muito que a teoria da evolução é totalmente contrária a Bíblia. Não obstante, muitos também afirmam que a Bíblia, em algumas de suas passagens, consegue se antecipar á alguns fatos descobertos pela ciência. Em outras palavras, a lei da gravidade, o ciclo hidrológico, a paleontologia, a arqueologia, a esfericidade da Terra, etc, todos esses assuntos são apoiados e antecipados na Bíblia – todos menos a Teoria da Evolução.

Por causa da negligência a Deus por parte do naturalista inglês Charles Darwin, a evolução tem sido a bandeira principal do ateísmo e também uma teoria totalmente contrária a Bíblia e a idéia de Deus. Alguns chegam a usar até o slogam “Deus versus Darwin”, como se a Palavra de Deus e a Teoria da Evolução fossem verdadeiros opostos um do outro. Mas será que um é realmente o oposto do outro? Será que ambos não possuem algum ponto em comum? Poucas pessoas pararam para fazer esse paralelo. A idéia, então, consiste em pegar as principais leis da Teoria da Evolução e confrontá-las minuciosamente com o que a Bíblia diz, da mesma forma que já foi feito com algumas leis da Física. Dá a impressão de que encontraremos muitos erros… Mas na verdade, não.

Afirmar que a Bíblia está de acordo com a macroevolução das espécies, também, para muitos deve ser igual a dizer que dá para acender um fósforo dentro de uma piscina cheia de água. Pensar assim, porém, se deve á imagem que o criacionismo, especialmente o da Terra Jovem, tem pintado da evolução, como uma tese maligna, atéia, mentirosa, anticientífica e fruto de uma conspiração contra a tese bíblica. Mas a coisa não é bem assim; na realidade essa imagem degenerada que é passada da evolução é basicamente falsa. Isso acontece porque não se sabe diferenciar “Neodarwinismo” de “Evolução”. O Neodarwinismo é uma tese que tenta explicar como e por quê a evolução acontece nas espécies (sendo assim, ela pode conter alguns erros também), mas que geralmente é defendida por ateus justamente por não levar em conta a questão espiritual; já a evolução, em si, é apenas o mecanismo evidenciado pelos fósseis, pelo DNA, pela anatomia comparada, etc que gera novas espécies, sendo que a respeito desse mecanismo sabemos que realmente acontece, não é fictício.

Por incrível que pareça, os fatos e leis que permeiam a evolução são evidenciados na Bíblia também, tal como a descrição da Terra redonda e a Gravidade. Veja algumas delas:

LEI DA ORIGEM COMUM UNIVERSAL

Muitos criacionistas afirmam que a teoria da evolução é “apenas uma teoria”, que não foi comprovada, diferentemente de uma lei. Afirmar isso é um erro crasso, pois a teoria da evolução é uma teoria científica composta de várias leis, todas elas comprovadas (teoria científica é diferente de teoria popular). Uma das mais citadas é a Lei da Origem Comum Universal.

Essa lei postula que todos os organismos na Terra descendem de um ancestral comum ou de um pool de genes ancestral.Ela foi, a princípio, formulada por Charles Darwin e todos os biólogos são unânimes a respeito dela, á excessão, claro, dos criacionistas. Dentre as evidências científicas dessa lei temos a universalidade do código genético, a possibilidade de se traçar uma árvore filogenética com base nas similaridades do DNA, dentre outras. Uma das mais relevantes evidências é pela estatística. Em 2010, Douglas L. Theobald publica um estudo na Nature avaliando a probabilidade de que toda a vida descendia ou de vários organismos ou de um único, tendo em conta a possibilidade de transferência horizontal de genes e sem partir do pressuposto que semelhança nas sequências de aminoácidos implique relação de parentesco genético. O investigador estudou 23 proteínas diferentes de 12 espécies dos três domínios da vida, incluindo o Homo sapiens, a levedura, o bacilo da tuberculose e o Archaeoglobus fulgidus. Os seus resultados indicam que a probabilidade de uma origem comum universal é 102860 maior do que a hipótese de haver mais do que um ancestral comum.

Em seu livro A origem das espécies, Darwin chegou a alegar que quando pensava nos seres vivos não como criações especiais, mas como descendentes diretos de seres primordiais, estes lhe pareciam “mais nobres”. Essa afirmação do naturalista inglês pode nos fazer pensar que essa lei é contrária ao que diz a Bíblia. Aliás, para muitos criacionistas essa lei é absurda. Mas o mais surpreendente é que a Bíblia já falava de Origem Comum Universal muito antes de Darwin publicar seus estudos…

Em Eclesiastes 3:20, Salomão diz o seguinte:

 Todos vão para um lugar; todos foram feitos do pó, e todos voltarão ao pó.

Essa afirmação atesta claramente que tanto o corpo físico do homem quanto o de todos os outros animais, ao término da vida, retornam para onde vieram, ou seja, o pó da terra. Não precisa forçar muito a mente para percebermos que nesse trecho já está explíscito a Origem Comum Universal: todos os seres vivos, incluindo o homem, tiveram uma mesma origem – o pó da terra. Essa lei, sendo assim, está em conformidade com o que diz na Bíblia, e para completar, os estudos mais recentes sobre o tema indicam que a argila foi um dos principais componentes do pool de genes ancestral que deu origem á toda nossa diversidade. Claro, a Bíblia deixa claro também que o autor dessa origem da vida e seu desenvolvimento foi Deus. Outras passagens relacionadas são Gênesis 2:7, Gênesis 2:19 e Gênesis 3:19.

A POSIÇÃO DO SER HUMANO

Não obstante, em Eclesiastes 3:18 – 21 o autor deixa claro algo que foi afirmado por Darwin e que chocou o clero daquela época: o homem é um animal. Muitos cristãos, se escandalizando com essa afirmação bíblica, dizem que esse trecho da Bíblia não foi inspirado por Deus, contrariando a idéia da inerrância bíblica. Mas basta analisar seu contexto com atenção para percebemos que essa passagem diz respeito á parte física do homem apenas, e não da parte espiritual, a parte que conforme Gênesis 2:7 Deus soprou nas narinas do primeiro homem.

A origem dos seres humanos de acordo com os estudos da evolução é outro ponto que possui muita coisa a ver com a Bíblia. A Palavra de Deus especifica que o homem foi criado a partir do barro, mas não explica como Deus fez “barro virar gente”. para alguns judeus e teólogos atuais, a teoria da evolução é a melhor explicação científica de como isso aconteceu, visto que a Bíblia, em Gênesis 2, não diz quanto tempo Deus usou para criar o homem.

Assim como aponta a teoria da evolução, o homem, de acordo com a Bíblia, foi uma das mais recentes espécies a aparecer na Terra. E assim como apontam os primeiros capítulos de Gênesis, existiram outras raças humanas na terra no princípio, sendo que apenas a nossa espécie sobreviveu (a Bíblia afirma que a extinção das espécies anteriores foi por conta do Dilúvio). Tal relato é muito parecido com o que as pesquisas mais recentes apontam com relação ao convívio entre Neanderthais e Homo Sapiens.

O GRADUALISMO EVOLUTIVO

Outro ponto que podemos notar uma relação com o que ensina a teoria da evolução e a Bíblia é com relação ao gradualismo. Ao contrário do que muitos podem pensar, uma análise bem minuciosa – e um pouquinho mais literal – do texto do livro de Gênesis aponta mais para uma criação gradual do que para uma que aconteceu num “puf” (criação especial).

Pra começar, o texto de Gênesis 1 deixa claro que tudo foi criado gradualmente: primeiro a Terra, depois os vegetais, depois os tipos modernos de animais, e o homem. Se considerarmos os dias de gênesis como dias terrenos ainda pode-se notar essa gradualidade. Mas quando consideramos que os dias de Gênesis foram no tempo de Deus (o que é mais provável), o gradualismo fica ainda mais destacado. Claro, é de conhecimento que fora o gradualismo existem também outros “ritmos evolutivos” comprovados que podem ter atuado no passado, como por exemplo a tese do Equilíbrio Pontuado. A Bíblia, contudo, não nega o gradualismo e nenhum ritmo evolutivo, porém alega que foi Deus quem conduziu todo esse processo. E conduzir, nesse caso, não é exatamente apenas “dar o ponto de partida”, mas sim conduzir passo-a-passo, selecionando os genes para que novos seres sejam criados.

Uma prova bíblica de que provavelmente foi dessa forma que a criação se desenvolveu está no Salmo 139, onde diz que Deus forma os ossos do ser humano no ventre de sua mãe. Ora, se hoje com a ciência moderna sabemos que os ossos e todo o organismo é formado por leitura do código genético, nada mais justo que admitir que Deus é quem “molda” nosso DNA, e isso é algo que não se pode provar cientificamente mas também não se pode contradizer cientificamente, pois já parte para uma questão mais espiritual do que científica. E juntando isso com o fato de que a Bíblia diz que Deus formou todos os seres vivos a partir do pó, como vimos anteriormente, temos nada mais nada menos que a evidência bíblica de transformação nas espécies (“desenhadas geneticamente” por Deus) e da lei do gradualismo evolutivo.

LEI DO ANCESTRAL COMUM

Por fim, temos a lei do ancestral comum. Esta última, inclusive, muitos criacionistas não negam que exista e alegam que sim, a Bíblia fala de ancestralidade comum.

Essa lei diz que todo grupo de organismos descende de um ancestral comum. Os dinossauros e as aves, por exemplo, divergiram de um mesmo ancestral (isso está documentado por não um, mais vários fósseis). Já os lobos e os cachorros, por sua vez, também divergiram de um mesmo ancestral. Enfim, se pegarmos todas as transições ancestral-descendente teremos uma árvore da vida dos seres vivos. E isso não é nem um pouco antibíblico. Em Gênesis 1:21, por exemplo, Deus cria os seres marinhos e aves do céu segundo as suas espécies. Esse termo, “segundo a sua espécie”, na sua raiz hebraica original Baramin, remete a espécie no sentido de “tipo básico”, “modelo básico de animal”, o que aponta para espécies possuindo uma origem comum a partir de um tipo básico, ou como é dito cientificamente, um ancestral comum.

Uma boa parte dos criacionistas da Terra Jovem, nos dias de hoje, entendem que o termo “espécie” em Gênesis tem esse exato significado (o de uma origem por um ancestral comum) contudo eles dizem que há limitações na evolução das espécies, sendo possível apenas a microevolução. No entanto, a Bíblia não fala de limitação genética nenhuma, e também diversos estudos comprovam que a lei do ancestral comum diz respeito á macroevolução também, ou seja, existem provas da macroevolução. Uma delas, pouco mencionada pelos criacionistas, é uma experiência que o paleontólogo Jack Horner fez com um embrião de galinha, onde ao reativar o seu “DNA lixo” (genes antes ativos em espécies ancestrais) fez com que o embrião adquirisse características encontradas em espécies que tinham parentesco próximo com os dinossauros, como dentes no bico por exemplo.

CONCLUSÃO

Com tudo isso, vemos que a Bíblia indica que toda a variedade de espécies teve origens comuns, ou seja, várias “arvorezinhas da vida”, que estariam interligadas biblicamente por terem uma mesma origem – pó da terra – e também um código genético universal (que aponta também um único Criador), o que por sua vez coloca todos os seres vivos em uma única árvore da vida, cuja raiz é a matéria primordial do qual a Bíblia fala. Coincidentemente ou não, esse é o perfeito e exato contexto da teoria da evolução.

Basta um pouco de bom senso e questionamento acerca daquilo que nos é oferecido como “verdade inquestionável” tanto no campo científico como no campo “religioso”, e solicitar orientação a Deus, para que possamos ver que toda a briga que o criacionismo faz contra o conceito da evolução não traz melhoria nenhuma, nem para a ciência, pois os próprios postulados da teoria da evolução estão de acordo com a Bíblia (como acabamos de ver) nem para o campo espiritual, pois tentar pregar o evangelho usando postulados falsos (como o criacionismo vem fazendo direto, infelizmente) é fundar o alicerce de sua “casa” na areia, pois basta uma simples enchurrada e a casa desaba inteira. Mas se nós nos firmarmos na Verdade, e na Verdadeira Rocha (Jesus, que é o caminho, a verdade e a vida), pode vir a enchurrada que for que a casa permanecerá em pé!

  

Por Lara Gilly
Fonte: G1 e genesisum.blogspot.com e atualizado em 13.02.2019

 

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